O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concluiu nesta quarta-feira (29), as investigações sobre a Operação Leite Adulterado III.
Segundo o Ministério Público, são alvos da investigação 11 empresas de Santa Catarina e uma empresa com sede na cidade de Iraí, no Rio Grande do Sul. As empresas podem ter realizado o transporte e a vendida do leite cru in natura para duas empresas do Paraná, a Szurra (Candoi-PR) e G.O.P. Alimentos do Brasil/Arbralat (Toledo-PR), o que ainda está sendo investigado.
Além das empresas paranaenses, a Danone (Amparo-SP), Sheffa (Amparo-SP), Bell (Herculândia-SP) e Terra Viva/CooperOeste (São Miguel do Oeste-SC) podem ter recebido o leite.
Nos 10 dias previstos em lei para essa fase de investigação, 50 pessoas foram ouvidas, em 16 interrogatórios dos investigados presos e mais 34 inquirições e interrogatórios entre testemunhas e outros envolvidos.
O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento deverá fazer a rastreabilidade dos produtos para saber os lotes usados para produzir produtos e ainda identificador mercados atendidos.
O crime de adulteração do leite vem sendo investigado há seis meses pelo Gaeco, que já havia deflagrado as Operações "Leite Adulterado I e II", em 19 de agosto. O coordenador do Gaeco em Chapecó, Promotor de Justiça Fabiano David Baldissarelli, destaca que "essas operações visam a reafirmar o status de eficiência na fiscalização e qualidade do leite produzido em Santa Catarina, que é um dos principais Estados produtores de leite do Brasil".
Fonte: Bonde, 31 de outubro de 2014.