Dias inteiros perdidos para entregar currículo de empresa em empresa, porta em porta, esperando um contato para uma entrevista, acabaram. A internet possibilita que o contato entre candidatos e empresas ocorra mesmo quando eles estão em cidades ou Estados distintos. Tanto o profissional não perde tempo, entregando uma pilha de papéis em vários locais, quanto a empresa pode buscar um profissional mais capacitado para a vaga a ser preenchida entre milhares de opções disponíveis em redes profissionais e sites de currículos on-line. No entanto, são tantas as opções que candidatos e gestores devem ficar atentos para que a escolha seja a mais acertada possível.
O diretor de vendas e talentos e porta-voz do LinkedIn, site especializado em abrigar perfis profissionais, Milton Beck, explica que a criação das redes sociais profissionais permitiu a migração das formas tradicionais de recrutamento para o ambiente virtual. "As empresas encontram muitas vantagens na busca on-line, entre elas a possibilidade de chegar a candidatos passivos, ou seja encontrar pessoas que não necessariamente estão procurando emprego, mas que aceitariam escutar uma proposta."
Para o usuário que busca uma oportunidade, além de publicar seus dados profissionais na rede, é preciso se preocupar em manter o perfil atualizado e completo. "É importante que o perfil tenha foto, destaque para as habilidades do candidato e recomendações de pessoas que trabalham ou trabalharam anteriormente com ele."
Beck afirma que é necessário que o profissional também faça um resumo dele próprio, mas cuide com os termos e frases que usa para relatar suas aptidões. "Descreva suas realizações em, no máximo, dois parágrafos, falando sobre suas posições atuais e passadas, seus interesses e paixões profissionais. Fique longe de chavões que são muito genéricos e pense como seu resumo pode diferenciá-lo de outros profissionais", ressalta.
A vantagem para os gestores que utilizam os sites de vagas on-line ou de perfis profissionais é que os filtros possibilitam que as empresas publiquem vagas e encontrem pessoas na rede que tenham o perfil mais adequado. Mas não adianta somente o candidato disponibilizar seus dados profissionais, já que muitos pretendentes também estão buscando vagas e oportunidades em outras corporações, e querem saber mais sobre a firma. "As empresas devem investir em sua marca empregadora. Isso significa contar quem você é como empregador, os valores da sua empresa, a cultura organizacional, o ambiente, os incentivos e expectativas". Outra opção é deixar que os próprios funcionários trabalhem como embaixadores da marca. "Deixar que falem pela empresa, compartilhem e amplifiquem as mensagens."
ANÁLISE DE PERFIS
Engana-se o gestor que pensa que somente currículos nas áreas da tecnologia, informática ou comunicação estarão disponíveis on-line. Na construtora Plaenge, por exemplo, a gerente de Recursos Humanos, Luciana Siqueira, garante que hoje 95% dos colaboradores da área de vendas e administrativa são contratados a partir de buscas no próprio sistema on-line de currículos ou via sites de vagas on-line. "Muitos dos nossos colaboradores têm perfil no LinkedIn, e olhamos esses perfis antes de contratá-lo. Algumas pessoas ainda não acreditam que analisamos os currículos inseridos no site e que nossa busca é exclusivamente via on-line. Mesmo se o candidato trouxer o currículo, pedimos para que ele se cadastre antes em nosso sistema", salienta.
Como gestora de RH, ela recomenda que o profissional que quiser disponibilizar seu currículo na rede procure sempre manter o perfil atualizado. "Já na rede pessoal, procure evitar: exageros com fotos em balada e bebida, comentários preconceituosos e, também, ficar atento para não se expor de forma muito íntima e evitar falar mal de empresas que trabalhou", finaliza.
Fonte: Folha de Londrina, 01 de dezembro de 2014.